• Paulo Eduardo Nogueira

Letônia usa Inteligência Artificial para reciclar plástico

Atualizado: 14 de Dez de 2019

Resolução da União Europeia (UE) estabelece que seus membros deverão reutilizar ou reciclar 100% de suas embalagens plásticas até 2030. Soa animador, mas também desafia: pesquisas recentes mostram que atualmente se reciclam apenas 30% desse plástico, enquanto 39% são incinerados e 31% depositados em lixões na UE. Ou seja, somente em uma década novos métodos precisam ser aplicados aos 2/3 restantes, para cumprir determinação legal. Curiosamente, bons exemplos para enfrentar esse desafio vêm da pequena Letônia, país com menos de 2 milhões de habitantes: desenvolver métodos atrativos e eficientes de coleta de lixo plástico baseados na Inteligência Artificial (IA).


Parceria das empresas de tecnologia Dots e Peruza, por exemplo, desenvolveu o chamado Sistema de Depósito e Reembolso (DRS na sigla em inglês) de embalagens, capaz de diferenciar materiais que compõem os tipos de embalagens e não apenas alguns deles. Baseado na IA, esse sistema também diferencia e separa latas de alumínio, garrafas de vidro e embalagens Tetra Pak. Assim, segundo seus desenvolvedores, torna possível responder a “dois dos principais problemas globais”: reduzir o volume de produção de plástico e coletar a maior quantidade possível, evitando dessa forma sua propagação pelo meio ambiente. Atualmente, os métodos disponíveis são capazes de coletar apenas tipos específicos de embalagens que tenham códigos de barra.


Um segundo projeto vem da Apply, desenvolvedora de IA que participa do projeto Cleantech Latvia (Letônia da Tecnologia Limpa). Seu equipamento é composto por visão computacional (ciência e tecnologia de máquinas que enxergam, desenvolvendo a construção de sistemas artificiais para obter informação de imagens ou quaisquer dados multidimensionais), aprendizado de máquina (método de análise de dados que automatiza a construção de modelos analíticos) e aprendizado profundo (conjunto de algoritmos que tentam modelar abstrações de alto nível de dados).


Esse sistema consegue reconhecer e separar vários tipos de lixo (copos de café, garrafas PET e iogurtes, entre outros), mesmo que as embalagens estejam muito deformadas e não tenham códigos de barras ainda legíveis. Assim, qualquer tipo de embalagem pode ser incluído no sistema e encaminhado para o processamento adequado. Sua próxima etapa será distinguir garrafas de vidro para encaminhá-las à reciclagem.


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