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  • Paulo Eduardo Nogueira

Tecnologias exponenciais abrem caminho para futuro sem desperdício

A atual Revolução Digital se desenvolve com rapidez jamais vista em qualquer outra evolução humana: novos setores industriais emergem enquanto os mais velhos lutam pela sobrevivência e novos modelos de negócios se esforçam por maiores conexões com as pessoas, para redefinir o contexto social do futuro. Essa velocidade, porém, desafia governos, legisladores, municipalidades e cidadãos, que precisam se adaptar às novas tecnologias. E um dos maiores desafios será o gerenciamento de resíduos, nome pomposo para uma situação muito concreta: como podemos reutilizar a montanha de lixo diariamente produzida em todos os cantos do planeta?


A indústria de reciclagem ocupa posição de destaque nesse desafio. Estações de tratamento de lixo, por exemplo, precisam ser otimizadas rapidamente, enquanto novos sensores de aterro devem ser desenvolvidos para permitir melhor controle dos processos de degradação e reduzir assim seus impactos ambientais. O conjunto de novas “tecnologias exponenciais” (Inteligência Artificial, manufatura digital, robótica, carros autônomos e drones, entre outros) permitirá o que Antonis Mavropoulos, presidente da International Solid Waste Association (ISWA), denomina Futuro Sem Desperdício (wasteless future), que inclui, por exemplo, a fabricação de novos produtos com um mínimo de impacto ambiental e a utilização de sistemas de reciclagem avançados.


Mavropoulos recentemente ministrou palestra sobre reaproveitamento total do lixo na edição deste ano da Virada Sustentável, realizada em São Paulo. Seu principal tema: a Indústria 4.0, que redefine todos os setores industriais, somada ao Aquecimento Global, ao Lixo Marinho e à Economia Circular, compõem as quatro tendências que reformularão o cenário de gestão de resíduos e recursos. E a conexão entre Economia Circular e Indústria 4.0 terá particular importância para reformular um contexto sem desperdício, garantindo que o gerenciamento de recursos seja amplo e completo. Para Mavropoulos, a Economia Circular ou será digitalizada ou não prevalecerá.


O gerenciamento de resíduos exigirá grande gama de práticas e tecnologias, segundo alerta a ISWA, que incluirá robôs, sensores avançados para coleta de resíduos, evolução de veículos autônomos, grandes conjuntos de dados, drones para gerenciamento de aterros, aplicações de impressoras 3D para reciclar materiais e aplicativos móveis para estimular reciclagem, entre outras.


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RitaE by Pixabay


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