A COMUNICAÇÃO ESTÁ MUDANDO COM A IA. NÓS TAMBÉM.
- Bárbara Hartz

- há 2 dias
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Imagem criada com GAMMA
Há quem afirme que o desenvolvimento tecnológico já chegou à inteligência artificial geral (IAG), aquela que hipoteticamente é capaz de igualar ou superar a inteligência humana em praticamente qualquer tarefa cognitiva.(1) Outros afirmam que é apenas uma ambição da ciência.(2)
Sem entrar na discussão sobre o quanto a IA já avançou, o fato é que ferramentas como o GPT, Claude e Gemini (3), entre diversas outras, já modificou o nosso modo de trabalhar nas profissões em que as tarefas possam ser automatizadas.
Na comunicação e no jornalismo, em particular, o impacto da IA aprofunda o causado pela internet quando esta se tornou de massas, no início do século. Várias de nossas tarefas puderam ser automatizadas, da revisão ao texto e design, da voz à narrativa.
Mas me parece consenso que a IA não “entrega” consciência e responsabilidade, nem atribui sentido à comunicação, o que nós humanos somos capazes de fazer com a nossa experiência.
Qual é a identidade, seja ela corporativa ou informativa, que se afirma sem ética, criatividade e significado?
A IA pode produzir um texto e uma imagem, mas não saber pensar conteúdo. Somos nós, ainda, que podemos oferecer estratégia, posicionamento, curadoria inteligente e criatividade a clientes, agências e veículos de imprensa.
Aguarde! Estamos refazendo a nossa oferta de trabalho, sem ignorar as facilidades que a IA proporciona a todos.
Referências
(1) – Um artigo de Eddy Keming Chen, Mikhail Belkin, David Danks Chen, Belkin e Danks na Nature (fevereiro de 2026) argumenta que, se adotarmos critérios comportamentais funcionais em vez de exigências biológicas ou cognitivas idênticas, grandes modelos de linguagem já demonstram habilidades compatíveis com a Inteligência Artificial Geral (IAG) em nível humano, desafiando definições tradicionais de inteligência (Ver Linkedin).
(3) - IA Generativa: GPT‑5 / GPT‑4.1 (OpenAI), Claude 4 (Anthropic), Gemini 2.5 Pro (Google), entre outras.





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