Com ou sem pandemia, o home office está aí para ficar



Haverá um momento (que seja rápido, por favor) quando o coronavírus será dominado pela vacinação e as pessoas poderão voltar ao contato coletivo, como, por exemplo, funcionários em escritórios. Pesquisas revelam, porém, que a adesão ao home office, prevista há décadas em função da evolução tecnológica, acelerou-se de maneira intensa por causa da pandemia iniciada em março, obrigando milhões de pessoas a trabalharem em suas casas. Ficaram entediados ou descontentes? Surpresa: o Gallup constatou que nada menos de dois terços dos empregados remotos pesquisados afirmam preferir continuar no trabalho remoto, mesmo após o controle da pandemia, e apenas um terço gostaria de retornar ao escritório.


Pesquisa da PriceWaterhouseCoopers confirma essa tendência: 83% dos executivos consideram que o trabalho remoto tornou sua empresa mais eficiente. Em função disso, menos de um em cada cinco deles admitem retornar totalmente ao escritório como na era pré-pandemia, preferindo combinar essa volta com alguns dias de trabalho remoto (o que também é defendido por 61% dos empregados). E sete em cada dez pesquisados desejam que a empresa invista mais em ferramentas que incentivem o trabalho remoto. Uma minoria é mais radical ainda: 13% dos executivos simplesmente defendem o fim dos escritórios.


Como remodelar as formas de trabalho? Esse será o grande desafio das empresas para o próximo período, mas ninguém ainda conseguiu definir exatamente em que proporção se dará o retorno aos escritórios, já que os contextos variam bastante de cidade a cidade. Em São Francisco e Nova York, por exemplo, menos de 15% voltaram ao local de trabalho, enquanto em boa parte das grandes cidades essa ocupação gira em torno de 30%. Isso provocou um aumento no número de escritórios desocupados (de 10% no início de 2020 para 15% no fim do ano).


De olho no futuro, investidores já perceberam que o trabalho remoto veio para ficar. Em Bentonville, cidade do Arkansas que abriga a sede do Wal-Mart, por exemplo, pessoas recebem 10 mil dólares de bônus para ali trabalhar remotamente (a mesma quantia oferecida a técnicos de informática por Tulsa, em Oklahoma). Muscle Shoals, no Alabama, reduziu drasticamente seus impostos para atrair novos moradores, além de oferecer salários atrativos. E cidades como Nova Orleans, Ogden (em Utah), Rocky Mount (na Carolina do Norte) e Rochester (em Nova York) optaram em oferecer grandes benefícios financeiros a empresas que desejem mudar para lá.


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Imagem: Free-Photos by Pixabay

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